sábado, 2 de julho de 2011

Se não estiver conseguindo ler adequadamente acesse pelo link: http://www.sbz.org.br/informativos/informativo_14.htm

Ano II – N°14 – Julho de 2011

Entrevista: Rodrigo Vidal Oliveira

Rodrigo Vidal Oliveira tem graduação e mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e doutorado em Zootecnia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/Unesp, campus de Jaboticabal (SP). É professor adjunto da Universidade de Brasília (Unb) desde 2010, com experiência na área de produção animal.

Desde abril, Vidal está à frente da secretaria executiva da Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ) sucedendo o professor Gilberto Gonçalves Leite, que se dedicou à função durante 11 anos.

Nesta entrevista, Vidal comenta sobre as primeiras atividades realizadas depois de assumir o cargo. Como destaque, o convênio com uma empresa de cartão de crédito para pagamento da anuidade e das taxas de tramitação dos artigos da Revista Brasileira de Zootecnia: mais praticidade para o associado da SBZ (veja: Associados podem pagar taxas da SBZ com cartão de crédito).

SBZ Notícias – Como surgiu o interesse de assumir a secretaria executiva da Sociedade Brasileira de Zootecnia?

RVO - Recebi o convite do presidente da SBZ, Ronaldo Lopes Oliveira, em assumir a Secretaria Executiva. Aceitei esse desafio por conhecê-lo há alguns anos e por ter o prof. Gilberto Leite, que atuou nessa função por muitos anos, para me assessorar nessa fase inicial. Também o que me motivou foi querer contribuir mais efetivamente com as atividades da SBZ.

SBZ Notícias – Quais as atividades realizadas pela Secretaria Executiva?

RVO - A secretaria executiva assessora a diretoria nos assuntos administrativos da SBZ; resolve quaisquer assuntos referentes à conta bancária da SBZ, mediante procuração emitida pelo presidente; mantem arquivo dos documentos jurídicos da SBZ, em atendimento às normas legais, atualizando-os permanentemente; mantém contato permanente com o Editor-Chefe da RBZ e os demais setores da SBZ, visando à articulação de suas atividades e ao atendimento de suas necessidades (ocorrem reuniões periódicas); mantém registro atualizado das admissões e exclusões de associados; recebe as anuidades dos associados, as taxas da RBZ ou outras receitas da SBZ; dentre outras funções administrativas.

Atualmente, minhas primeiras atividades têm sido dar apoio aos organizadores da Reunião Anual da SBZ que ocorrerá em Belém, de 18 a 21 de julho, e para o nosso atual presidente quanto à reunião que aconteceu na primeira semana de junho na Itália para fechar o convênio entre a SBZ e a Associazione Scientifica di Produzione Animale (ASPA). Estive também bastante empenhado em acertar um convênio com empresa de cartões de crédito para facilitar o pagamento da anuidade pelos associados, assim como o pagamento das tramitações de publicações de artigos na RBZ. Essa opção já está disponível no site proporcionando mais comodidade aos sócios e às pessoas que estão no exterior para realizarem os pagamentos sem maiores dificuldades.

Para ler a entrevista na íntegra, acesse: http://www.sbz.org.br/ver.php?idiom=pt&id_noticia=330

Revista Brasileira de Zootecnia

Revista R.B.Z.Inserida no portal da SBZ, a Revista Brasileira de Zootecnia (RBZ) está no ar de cara nova e com um sistema bastante sofisticado de consulta a artigos. É só acessar www.sbz.org.br, clicar no ícone da RBZ e aproveitar para apreciar as mudanças e realizar ótimas leituras!

Por que citar a RBZ - Quanto mais citados forem os artigos recentes de um periódico, maior será seu Fator de Impacto (FI). Para elevar o FI, são contabilizadas apenas citações dos dois últimos anos. Assim, os autores devem, em seus artigos, valorizar o conhecimento recente produzido e divulgado na RBZ.

Como citar a RBZ - Tão importante quanto citar os artigos da RBZ é citar corretamente a revista. Desta forma, é necessário utilizar o nome Revista Brasileira de Zootecnia (e evitar Brazilian Journal of Animal Science) quando o periódico tiver por norma a inclusão do nome por extenso. Para os periódicos que exigem abreviaturas, deve-se utilizar Rev. Bras. Zootecn., que é a abreviatura no Journal Citation Reports® (JCR).

Para ler na íntegra o texto do editor científico da RBZ, Edênio Detmann, acesse:
www.sbz.org.br/ver.php?idiom=pt&id_noticia=311

Resumos expandidos das Reuniões Anuais no portal da SBZ

O site da SBZ (www.sbz.org.br) dispõe de um sistema de busca dos resumos expandidos das Reuniões Anuais anteriores: de 2000 a 2010. Estão disponíveis 16.744 títulos na base de dados. A busca pode ser feita por autor ou título e pode ser selecionada qual reunião o usuário deseja consultar.

Associados podem pagar taxas da SBZ com cartão de crédito

Mais uma vez a Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ) inova ao oferecer a seus associados a opção de pagamento de todas as taxas via cartão de crédito Visa ou Mastercard. Essa alternativa encontra-se no mesmo local onde é possível gerar o boleto bancário (www.sbz.org.br). A mudança objetiva trazer mais praticidade e comodidade aos sócios da SBZ.

- Esperamos que vocês usufruam dessa medida e já comecem a efetuar seus pagamentos utilizando o cartão de crédito. Em breve, o sistema de pagamento estará também de mais fácil acesso – enfatiza o presidente da SBZ, Ronaldo Lopes Oliveira.

Eventos

63ª Reunião Anual da SBPC acontece em Goiânia

A Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO), realiza neste ano a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 10 a 15 de julho. Com o tema o "Cerrado: água, alimento e energia", a programação científica conta com conferências, simpósios e mesas-redondas, com a participação de cientistas de todas as regiões do País.
Mais informações: http://www.sbpcnet.org.br/goiania

Fórum sobre leite e derivados ocorre em Juiz de Fora

O Fórum das Américas: Leite e Derivados 2011 ocorre de 12 a 14 de julho. É uma promoção da Embrapa e acontece em conjunto com diversos eventos realizados pela Epamig, no Expominas de Juiz de Fora (MG). O evento será composto de dois workshops: O Sino Brazillian Dairying (Workshop Sino Brasileiro sobre Pecuária de Leite) e o III Workshop Sobre Qualidade do Leite.
Mais informações: http://www.cnpgl.embrapa.br/

Salvador sedia seminário de Suinocultura

Estão abertas as inscrições para o XIV Seminário Nacional de Desenvolvimento de Suinocultura. O evento ocorre em Salvador, de 3 a 5 de agosto. Entre os participantes estão o jornalista, âncora do programa CBN Brasil e comentarista econômico da Rede Globo, Carlos Alberto Sardenberg; o diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Ícone), André Nassar. As vagas estão limitadas a 500 participantes.
Informações e inscrições: www.snds2011.com.br.

Mais notícias sobre esta seção, acesse: www.sbz.org.br/eventos.php

Pós-graduação

Federal da Bahia pode orientar candidatos de pós-doc na área de Zootecnia

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) realiza seleção de projetos para o Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (DCR/BAHIA), que contempla bolsas de pós-doutorado. As inscrições podem ser realizadas até 14 de novembro. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) tem disponibilidade de receber candidatos recém-doutores para concorrer a bolsas DCR nas áreas de Ruminantes, Apicultura, Melhoramento Animal e Pastagens.
Mais informações: poszoo@ufba.br

Uma bolsa de Desenvolvimento Científico e Regional na Federal de Sergipe

A Universidade Federal de Sergipe (UFS), por meio do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia (PROZOOTEC), tem uma bolsa de Desenvolvimento Científico e Regional (DCR) na área de equideo e ezoognósia. O valor da bolsa é de R$5.200,00 para quem tiver o título de doutor há, no mínimo, dez anos; R$3.800,00 há, no mínimo, cinco anos e R$2.800,00, com título de doutor, há menos de cinco anos. A duração é de três anos, sendo que o valor do último mês de bolsa pode ser adiantado para servir de apoio ao selecionado para que possa se transferir para Aracaju. Os candidatos devem entrar em contato com os professores Alfredo A. Backes ou Gladston Rafael pelo fone (79) 2105-6335 ou pelo e-mail cpgz@ufs.br ou cpgzufs@gmail.com

Concursos & oportunidades

Programa Trainee Minerva: inscrições até 3 de setembro

O Programa Trainee Minerva está selecionando candidatos. É necessário ser recém-formado em Administração de Empresas, Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia e Engenharias de Alimentos, Automação Industrial, Mecânica e de Produção. As inscrições podem ser feitas até 3 de setembro. As vagas são para os profissionais atuarem no setor de produção, comercial (mercados interno e externo), logística, administrativo e suprimentos na cidade de Barretos (SP), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Goiânia e Campinas (SP).
Outras informações: www.minerva.ind.br.

IFSertão realiza concurso em várias áreas do conhecimento

O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertão) realiza concurso para docente para várias áreas do conhecimento. Para o campus Ouricuri, há uma vaga na área de agroindústria com ênfase em processamento de laticínios. O candidato precisa ser graduado em um desses cursos: Tecnologia de Alimentos, Engenharia de Alimentos, Tecnologia em Agroindústria, Tecnologia em Laticínios, Nutrição, Medicina Veterinária, Zootecnia com no mínimo curso de especialização na área objeto do concurso; há também uma vaga para Agroindústria com ênfase em processamento de carnes. É necessário ser formado em um desses cursos: Tecnologia de Alimentos, Engenharia de Alimentos, Tecnologia em Agroindústria, Tecnologia em Processamento de Carnes, Nutrição, Medicina Veterinária ou Zootecnia com no mínimo especialização na área objeto do concurso. Para o Campus Salgueiro, há uma vaga na área de agroindústria. O candidato deve ser formado em um desses cursos: Tecnologia de Alimentos, Engenharia de Alimentos Tecnologia em Agroindústria, Tecnologia em Processamento de Carnes, Nutrição, Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharia Agronômica com no mínimo especialização na área objeto do concurso. As inscrições podem ser feitas até 10 de julho.
Mais informações: www.ifsertao-pe.edu.br.

Andrea Langbecker - Assessoria de Comunicação da SBZ
e-mail: imprensa@sbz.org.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Zootecnia e a Merenda Escolar

A Zootecnia valoriza a produção de alimentos de origem animal para consumo no próprio local onde é produzida, como a produção de leite, carne, ovos e mel. Todos esses produtos devem ser produzidos e processados no próprio município.

Como sabemos, a Zootecnia é a arte de criar animais e uma ciência aplicada que trata da adaptação dos animais domésticos ao ambiente criatório com fins econômicos. A cadeia produtiva animal deve ser analisada por dois ângulos, de forma sistêmica e simultânea, ou seja, por um lado valorizar as técnicas de melhoramento genético, alimentar, sanitário, sócio-econômico e ambiental, visando o bem estar animal e, por outro, os custos da produção animal (zooeconômia) já que é considerada como o “agronegócio da produção animal”, do produtor ao consumidor e vice-versa.

Portanto, a produção de alimentos tem que ser realizada o mais próximo possível do consumidor, pois, quanto mais distante, maiores serão os seus custos, como exemplo, os gastos com o transporte dos produtos. A necessidade de encurtar a distância entre o produtor e o consumidor objetiva otimizar os custos e a qualidade dos alimentos, valorizando o produtor rural e o consumidor, com a redução de intermediários. Pelo exposto, a merenda escolar deve ser, preferencialmente, produzida dentro do próprio município, em cumprimento à Lei Federal 11.947/09, que determina que 30% dos produtos da alimentação escolar sejam provenientes da agricultura familiar. O objetivo dessa lei foi orientar e facilitar que os itens produzidos pelos pequenos agricultores cheguem às escolas da rede municipal e estadual.

Em última análise, a Zootecnia valoriza a produção de alimentos de origem animal para consumo no próprio local onde é produzida, como a produção de leite (vaca e cabra), carne (bovina, suína, ovina, caprina, aves, peixes, dentre outras), ovos (galinhas e codornas) e mel. Todos esses produtos devem ser produzidos e processados no próprio município (inspeção municipal), para atender a demanda da merenda escolar. A questão central passa a ser elaborar o cardápio da merenda escolar partindo desta premissa, ou seja, consumir preferencialmente a produção local, e a partir daí, organizar a produção de alimentos de forma a regular produção e consumo, e por escala, ou seja, os produtores rurais devem receber orientação zootécnica para produção desses alimentos conforme a previsão de consumo semanal e/ou mensal.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE tem como missão: “Retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania”, possui informações diversificadas de todos os municípios do Brasil (5.565), (Tocantins - 139), inclusive do setor agropecuário, tais como Censo Agropecuário, Pesquisa da Agricultura Municipal – PAM, Pesquisa da Pecuária Municipal – PPM, Pesquisa da Extração Vegetal e Silvicultura – PEVS, dentre outras. Os resultados dessas pesquisas, atualizadas anualmente, influenciam diretamente no PIB agrícola municipal (investimentos e riquezas geradas) e nos desdobramentos decorrentes. A PPM visa obter dados estatísticos sobre os efetivos dos rebanhos das principais espécies de animais domésticos e as produções de leite de vaca, ovos de galinha, ovos de codorna e mel.

Nesse contexto o IBGE revela, através das Pesquisas Agropecuárias, dentre outras, a localização geográfica (mapas) e os números da agropecuária municipal. Essas informações devem ser utilizadas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal, bem como pelas Universidades com seus professores, pesquisadores, extensionistas, estudantes, iniciativas privadas, terceiro setor (cooperativas, associações, ONG’s...), produtores e consumidores, como subsídio para os estudos, planejamentos e ações direcionadas, visando projetar o futuro, com foco no mercado de trabalho para os profissionais, gerando renda e a sustentabilidade ambiental.

Autor: Geraldo N. Junqueira Filho é zootecnista formado na UFRRJ, com Pós-Graduação em Administração de Projetos Agrícolas na FGV-RJ e Mestrado em Zootecnia na UFMG. Atualmente ocupa o cargo de Supervisor de Estatística Agropecuária – IBGE-TO e Coordenador das Comissões Municipais de Geografia e Estatística – CMGE’s.

Comentário Cepea - Análise do Mercado de Frango

O mercado avícola está em ritmo fraco na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A expectativa de agentes era de que as cotações se recuperassem nesta semana, fundamentados no típico aquecimento da demanda no início do mês. Esse cenário, no entanto, não têm se confirmado. O mercado da carne está bastante lento, com os preços registrando elevações em algumas praças e quedas em outras. Para o frango vivo, segundo dados do Cepea, os preços estão estáveis. Apesar desse contexto, o poder de compra de avicultores frente aos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja) aumentou em São Paulo e em Santa Catarina no correr de junho.

No atacado de SP, entre 22 e 30 de junho, o frango congelado valorizou 1,6% em sete dias, fechando na última quarta-feira (30) a R$ 2,44/kg, em média. No entanto, o preço do frango resfriado recuou 1,3%, passando para a média de R$ 2,31/kg na quinta.

Atacado do Estado de SP

Frango Inteiro Congelado

Frango Inteiro Resfriado

22/jun

2,43

2,34

30/jun

2,47

2,31

Var. Semanal

1,6%

-1,3%

Atacado, média (R$/kg) das regiões de São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado
Fonte: CEPEA/ESALQ

Para maiores informações entre no site www.cepea.esalq.usp.br/frango


Semestre positivo para as commodities

O primeiro semestre de 2011 esteve longe de ser tranquilo para uma economia global que ainda tenta se recuperar do baque provocado pelo recrudescimento da crise financeira irradiada pela quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008 nos EUA.

Não bastassem as derrapagens na retomada americana e as constantes incertezas europeias, coroadas pelo recente debacle grego, colaboraram para acentuar o nervosismo dominante as turbulências sociopolíticas em países do Oriente Médio e do norte da África, no primeiro bimestre, e o terremoto no Japão, no início de março.

As commodities não passaram incólumes pelos vagalhões, tanto em razão dos movimentos financeiros que os sucederam quanto pelas ameaças ao consumo que representaram. Mudanças de posições dos fundos de investimentos desnortearam os mercados em alguns momentos, e a volatilidade dos preços deu o tom, incentivando uma união de esforços para coibi-la cujo capítulo mais recente e decepcionante foi escrito na semana passada, na reunião dos ministros da Agricultura do G-20, em Paris.

Mas, apesar dos percalços, os fundamentos de oferta e demanda prevaleceram. O apetite dos emergentes continua a desafiar inclusive as espirais inflacionárias, e, em muitos casos, as produções crescem menos e os estoques continuam magros. Resultado: com a preciosa ajuda oferecida por um dólar fraco, o primeiro semestre foi positivo para as cotações da maior parte das commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior.

Cálculos do Valor Data baseados nos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) de produtos referenciados nas bolsas de Chicago e Nova York mostram que seis deles (açúcar, algodão, cacau, café, soja e milho) alcançaram suas maiores médias semestrais históricas entre janeiro e junho em termos nominais. As médias do trigo e do suco de laranja foram as terceiras mais elevadas.

Para analistas e consultores, nos últimos meses, a resistência dos preços comprova que as matérias-primas para a produção de alimentos ganharam um novo status neste início de milênio, em larga medida em função da aceleração do consumo em países emergentes como China, Índia e Brasil.

E como a oferta deverá aumentar menos do que a demanda no curto e médio prazos, as perspectivas de órgãos como FAO, OCDE, FMI e Banco Mundial apontam para uma nova década de commodities em alta, ainda que com os solavancos de praxe.

Solavancos como os que derrubaram as cotações dos grãos na quinta-feira em Chicago, a partir da divulgação de um relatório do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que apontou estoques maiores que os esperados naquele que é o maior produtor agrícola do mundo.

Mesmo com as fortes desvalorizações que se seguiram ao relatório, importantes para os preços médios menores em junho do que em maio, soja, milho e trigo fecharam o mês passado com consideráveis valorizações sobre as médias de junho de 2010. A maior dessas altas é a do milho (97,39%), seguida pela do trigo (57,15%) e a da soja (45,16%).

Mas vale ressaltar que a perda de sustentação teve lá suas consequências. Levantamento divulgado na segunda-feira pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), mostra que por lá os produtores de soja estão segurando as vendas do que resta da produção (10%), à espera de melhores preços. No milho, onde mais de 30% da safra ainda tem de ser comercializada, a estratégia é semelhante.

Nessa frente, básica para a produção global de alimentos e rações e pesada no custo de vida, os efeitos do clima sobre as safras do Hemisfério Norte continuarão ditando as influências "fundamentais" em julho, e as reações "altistas" a quaisquer ameaças à oferta tendem a continuar estridentes. E não será surpresa se os grandes fundos renovarem suas apostas nas agrícolas de Chicago, já que no terceiro bimestre muitas fichas deixaram esse tabuleiro.

Em Nova York, onde são transacionadas as chamadas "soft commodities", o cenário não é muito diferente. Em meio às correntezas financeiras, o algodão sofrerá as mesmas influências americanas dos grãos, o clima e as safras no Brasil devem seguir ditando o ritmo dos mercados de açúcar e café, a temporada de furacões nos Estados Unidos ainda puxará o suco de laranja e a Costa do Marfim mandará no cacau.

Entre as "soft", mostram as contas do Valor Data, apenas o cacau encerrou junho com cotação média inferior à do mesmo mês do ano passado (0,97%). Entre as demais, a maior alta na comparação é a do algodão (72,14%), seguida pelas de café (71,28%), açúcar (60,53%) e suco (28,58%).

A reportagem é de Fernando Lopes, para o jornal Valor Econômico, adaptada pela Equipe CaféPoint.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Gestão, Manejo e Nutrição Na Bovinocultura Leiteira - São José do Cedro



Inscrições: até 01/07/2011

inscreva-se aqui

pós-graduação em gestão, manejo e nutrição na bovinocultura leiteira - 1

Objetivo:

Promover o aprendizado multidisciplinar por meio da prática de gestão sistêmica da cadeia produtiva da bovinocultura de leite, com ênfase nos recursos produtivos e na gestão profissional de cada um dos elos envolvidos.

Coordenador(a): Alceu Cericato

Prorrogada por seis meses alteração na norma de qualidade do leite


Prazo será necessário para competências e responsabilidades para indústrias e produtores se adequarem aos novos padrões

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prorrogou por seis meses a entrada em vigor da próxima etapa da Instrução Normativa nº 51, prevista para ser aplicada a partir dessa sexta, dia 1º. A legislação determina novos parâmetros de qualidade para produção do leite nacional.

A norma exigiria a redução em 87% da contagem total de bactérias e em 50% a contagem de células somáticas presentes em cada mililitro de leite. Com isso, o limite de contagem bacteriana total (CBT), que atualmente é de 750 mil Unidades Formadoras de Colônia (UFC) por mililitro, baixaria para 100 mil UFC por mililitro com relação à contagem de células somáticas (CCS), o teto passaria de 750 mil células por mililitro para 400 mil por mililitro.

– O governo está dando um prazo de seis meses para que a cadeia produtiva possa fornecer um produto de melhor qualidade para os consumidores, e para que seja firmado acordo setorial para estabelecer sistema de pagamento ao produtor por essa melhoria de qualidade. É importante que o produtor receba incentivos e seja pago pela qualidade do seu leite – justifica o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

A alegação de indústrias e entidades do setor é que, se a legislação fosse adotada de imediato, grande parte dos produtores brasileiros ficariam excluídos do mercado. A proposta da cadeia é a redução gradual dos índices a cada ano até que a meta seja atingida.

Outros obstáculos apontados pela cadeia são as condições das estradas vicinais, aporte de energia elétrica insuficiente e irregular em algumas regiões, além da falta de acesso à tecnologia e financiamento para aquisição de resfriadores, bem como treinamento para pequenos produtores sobre melhoria das condições de ordenha e produção.

Segundo o diretor do Departamento de Inspeção e de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Luiz Carlos de Oliveira, um grupo técnico composto por representantes do Ministério da Agricultura, de empresas, universidades, Embrapa, Confederação de Cooperativas, da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) deverá ser constituído para estabelecer, no prazo de seis meses, os critérios de participação e as responsabilidades dos elos da cadeia produtiva, e propor os parâmetros de qualidade com base nos resultados das avaliações técnicas realizadas até agora.

– O Ministério não está autuando e nem rejeitando nenhum leite. A nossa meta é que se efetive nacionalmente o sistema de pagamento por qualidade, com base em definições dos novos parâmetros que serão estabelecidos. Sabemos das dificuldades do país, mas precisamos do comprometimento de toda a cadeia – ressalta Oliveira.

Impactos positivos

De acordo com o coordenador-geral de Inspeção do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Marcius Ribeiro de Freitas, com a melhoria da qualidade do leite cru, automaticamente todos os tipos de leite terão padrões mais rígidos. Como conseqüência, o produto brasileiro poderá atender aos padrões internacionais de qualidade, além de trazer benefícios para produtores, indústrias e consumidores.

Outras vantagens são a valorização do preço pago aos criadores, uma matéria-prima de melhor rendimento e maior vida comercial para as indústrias, além da possibilidade de exportação. Os consumidores terão à disposição um leite de melhor qualidade.

– O Brasil é uma potência agrícola e um grande produtor de leite. Temos que ter um produto que atenda padrões internacionais de qualidade. Hoje, o consumo de lácteos de valor agregado alto tem crescido e as pessoas não estão comendo apenas mussarela – avalia Freitas.

Suinocultura em crise


A maioria dos participantes de audiência pública sobre a crise do setor suíno promovida nesta quarta-feira pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural afirmou que um dos problemas mais urgentes é o alto preço do milho - uma das principais fontes de alimentação dos animais. Foi sugerida a adoção de subsídios governamentais para baixar o preço. Também foram citados os altos preços da carne de porco praticados pelo varejo e o baixo consumo do produto pelos brasileiros.

O representante da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) na audiência, Tomé Guth, confirmou que os preços do milho estão bem acima dos níveis históricos e disse que, nos últimos dez anos, o setor de suínos teve custos de produção maiores que os de comercialização em pelo menos oito anos. Ele disse ainda que o custo de transporte para levar o milho de Mato Grosso para o Sudeste é de R$ 11,00 por saca.

Russos - A situação dos produtores foi agravada pelo embargo da Rússia à carne brasileira, por razões sanitárias. Os produtores afirmam que a questão é política e envolve um maior apoio do Brasil à entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Paulo de Mesquita, afirma que, de qualquer forma, é necessário eliminar os problemas sanitários.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Sérgio Jardim, explicou que já na próxima segunda-feira haverá uma reunião com os russos sobre os problemas técnicos. Segundo ele, de maneira geral, os brasileiros cumprem as exigências russas, mas os procedimentos são diferentes em alguns casos e é necessário melhorar a análise laboratorial das carnes.

Consumo interno - Quase 84% da produção de suínos no Brasil, porém, é vendida internamente. Portanto, segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, é preciso solucionar problemas, como o baixo consumo interno.

O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos, Péricles Salazar, disse que o consumo de carne suína per capita é de apenas 14 quilos por pessoa no ano, sendo que quase 12 quilos é de embutidos. Ele disse que é preciso fazer campanhas para aumentar o consumo in natura.

"As pessoas precisam entender que o suíno produzido hoje é que vem de uma produção tecnificada, de alta tecnologia, com a carne limpa. Muitas pessoas acham que é aquele porco-banha, criado com lavagem, isso não existe mais. Nós estamos produzindo hoje uma carne com alta qualidade e com alto índice de proteína", disse.

Preço nos supermercados - Para o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), é preciso que os supermercadistas expliquem por que os produtores recebem cerca de R$ 2,00 pelo quilo de carne suína, enquanto alguns cortes nas gôndolas chegam a R$ 30,00 o quilo.

"Se o produtor não está ganhando, a indústria não está ganhando, quem está ganhando é o governo e os supermercados. Nós precisamos trazer os supermercados para a conversa, para que eles limitem seus lucros dentro daquilo que foi diminuído do preço de compra. Não está correspondendo o preço pago ao produtor com aquele vendido ao consumidor", afirmou o deputado.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) criticou o fato de o BNDES financiar a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour e não olhar de perto a crise do setor de suínos. Alguns convidados também defenderam a compra de carne suína por instituições públicas como o Exército.

O deputado Assis do Couto (PT-PR) defendeu a aprovação do PL 8023/10, que estabelece as regras gerais para o sistema de integração vertical entre produtor e agroindústria. Segundo ele, as empresas "integradoras" concentraram o mercado, criando uma série de problemas para o pequeno produtor.

A realização da audiência foi proposta pelos deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Bohn Gass (PT-RS).

Dieta Única - quando utilizar?


Por Porteira Adentro - Blog, MyPoint Pro - postado há 1 dia atrás

Atualmente diversas fazendas, principalmente as de maior volume de produção, têm adotado um manejo de alimentação mais racional e simplificado, ou seja: dieta única. É possível alimentarmos um rebanho todo com uma única dieta? Na teoria isso não seria correto...

Através de agrupamento em lotes separados por peso e condição corporal, para animais em crescimento e, estágio de lactação e produção, para vacas em lactação é possível formarmos, sem grandes dificuldades de 6 a 10 lotes (categorias) que, supostamente deveriam ser arraçoados cada qual com uma dieta específica para atender diferentes demandas nutricionais (diferentes teores de energia, proteína, minerais, vitaminas, etc) visando a melhor relação custo benefício. No entanto, por motivos óbvios, dificilmente encontramos no campo propriedades arraçoando seus animais “individualmente”, ou seja, havendo, hipoteticamente, uma situação de 8 lotes, encontrarmos 8 dietas. Muitos produtores e técnicos, por motivos práticos acabam agrupando algumas categorias que acabam recebendo um mesmo concentrado (ração) em diferentes quantidades.

Qual seria o conceito, então, da “dieta única”? O princípio desta forma de arraçoamento seria formular uma dieta: “padrão” que viesse a atender (satisfazer) de modo significativo os requerimentos nutricionais dos animais em produção, preferencialmente o de maior produção. Esta mesma dieta seria fornecida para os demais lotes em produção bem como animais em crescimento, sendo realizado apenas o ajuste fino no consumo/fornecimento de alimento. Dietas de animais em lactação costumam ter entre 16 a 17% de PB e 72 a 75% de NDT ou 1,65 a 1,70 Mcal/kg de MS. Dietas densas (75% NDT + 17% PB), por exemplo, se encaixam perfeitamente no atendimento dos requerimentos de animais pós-desmama (bezerras/terneiras), por exemplo. Esta mesma concentração de dieta pode ser excedente em nutrientes para vacas no meio e final de lactação e, certamente, extrapola o aporte necessário para novilhas em crescimento (a partir de 200 kg de PV) ou mesmo vacas secas. No entanto, podemos limitar o fornecimento da dieta em termos de consumo, equilibrando, de certa forma, a quantidade total de nutrientes ingerida. O conceito da dieta total está fundamentado mais na quantidade (aporte) total de nutrientes fornecida do que propriamente no teor ou concentração de uma dada dieta “A”, “B” ou “C”. Sempre no seu emprego poderá haver sobra ou excesso de nutrientes dependendo da quantidade de alimento consumida para uma determinada categoria.

Destacamos que o estabelecimento de uma única dieta para todos os animais é praticamente impossível. O fechamento da mineralização das categorias é um desafio para muitos nutricionistas. Fica claro também que o sistema é falho em alguns aspectos como a sobre ou sub-oferta de nutrientes para determinados animais. Isso pode ser interpretado por muitos como uma maneira não racional do emprego do dinheiro e/ou eventual margem para aumento nos custos de produção. Na teoria tal conceito é cabível, na prática, os animais mais sadios com melhores índices reprodutivos (como idade ao primeiro parto) que conheço são de rebanhos com o emprego de dieta única (sistemas com 2 ou, no máximo, 3 formulações).

Recomenda-se atenção no manejo alimentar de vacas secas, principalmente no período de transição, sobretudo, no que se refere à quantidade e formulação do núcleo mineral utilizado. Desta forma, mesmo implantando dieta única, dificilmente uma fazenda escapará de um arraçoamento específico para estes animais. O aspecto prático que envolve a adoção da dieta única está associado ao velho conceito das “dietas” existentes numa propriedade: dieta formulada pelo nutricionista, dieta batida (concentrado) na fábrica de ração, dieta misturada/carregada (no vagão total mix), dieta distribuída, dieta consumida e, finalmente: dieta digerida (uma vez que há variação no metabolismo e conversão alimentar de cada indivíduo/vaca). Com todas estas variáveis que acumulam “erros” mais a implantação de manejos complexos com diversas formulações e maior custo operacional, a busca pela simplificação do trabalho ao máximo possível tem gerado resultados animadores e satisfatórios em muitos sistemas de produção. Recomendo, conheço e tenho trabalhado desta forma.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pecuária cresce no mundo e precisa de investimentos, diz FAO

Da Reuters

Por Svetlana Kovalyova

ROMA (Reuters) - A demanda global por produtos pecuários deve apresentar um forte crescimento até 2050 em meio a aumentos de população, e investimentos substanciais no setor são necessários para ampliar a produção, afirmou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A pecuária, que contribui com 40 por cento do valor global da produção agropecuária e tem crescido rapidamente, deve se ampliar impulsionada pela demanda em países em desenvolvimento já que a renda das pessoas aumenta e elas se mudam para as cidades, de acordo com a FAO.

A produção global anual de carne deve subir para 463 milhões de toneladas até 2050 ante 228 milhões de toneladas agora, disse a FAO em seu relatório anual sobre a Situação da Agricultura e dos Alimentos, que avalia o setor pecuário pela primeira vez desde 1982.

O rebanho de bovinos deve subir de 1,5 bilhão de cabeças para 2,6 bilhões, e o de cabras e ovelhas passaria de 1,7 bilhão para 2,7 bilhões, disse a FAO.

Isso por sua vez vai ampliar a demanda por grãos para ração em 553 milhões de toneladas no período, o que responderia por cerca de metade do aumento total de demanda, disse a agência.

Fortes investimentos e governança são necessários para que a produção pecuária atenda à crescente demanda e garanta a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a saúde humana, disse a FAO.

"A rápida transição da pecuária está acontecendo em um vácuo institucional...A questão da governança é central", disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf.

MUDANÇA CLIMÁTICA

A pecuária tanto contribui quanto sofre com a mudança climática e deve ser desenvolvida de uma maneira ecologicamente correta, ou vai elevar a pressão sobre o uso de terras, água, ar e sobre a biodiversidade, disse a FAO.

A pecuária é um dos maiores emissores de gases do efeito estufa e o maior usuário mundial de recursos da terra, com os pastos e as terras usadas para produção de ração respondendo por quase 80 por cento de toda a terra agrícola, disse a FAO.

Alguns países fizeram avanços na redução da poluição e do desmatamento ligados à produção pecuária, mas muitos outros precisam adotar políticas apropriadas e mecanismos baseados no mercado, como taxas para uso dos recursos naturais ou pagamentos por serviços ambientais, disse a agência.

Veja a seguir uma tabela com projeções de consumo de carne em diferente regiões:

REGIÃO CONSUMO DE CARNE PER CAPITA (KG/PESOA/ANO), em 2020 e 2050

Região kg/pessoa/ano
2020 - 2050
Centro e Oeste da Ásia e Norte da África : 20 - 33
Leste e Sul da Ásia e Pacífico: 28 - 51
América Latina e Caribe: 58 - 77
América do Norte e Europa: 83 - 89
África Sub-Saariana: 11 - 22

Fonte: G1

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Brasil competitivo


O Brasil deu um salto de competitividade durante a crise global, aponta o Fórum Econômico Mundial, em relatório divulgado hoje (08/09). Pela primeira vez, o País ultrapassou a Rússia e o México, atingindo a 56ª posição no ranking da entidade. Em apenas dois anos, a economia brasileira conseguiu avançar 16 posições no levantamento, que analisa 133 países. "A melhora na competitividade brasileira é fruto do seu setor empresarial inovador e sofisticado, do tamanho de seu mercado e da melhora na área de estabilidade macroeconômica", diz o documento.

O Fórum Econômico Mundial avalia que o caminho da sustentabilidade fiscal e as medidas tomadas para abrir a economia, desde 1990, criaram um ambiente mais favorável para o desenvolvimento do setor privado. Como principais vantagens, o relatório também aponta a sofisticação do mercado financeiro nacional, "um dos mais desenvolvidos da região". Todos os fatores analisados pelo ranking mostraram melhora em relação ao ano passado, com destaque para a eficiência, ponto do qual "o potencial de crescimento do Brasil depende criticamente em seu atual estágio de desenvolvimento".

No entanto, o Fórum também identificou fatores que continuam com avaliação negativa, como o ambiente institucional e o mercado de trabalho. "Além disso, apesar do maior foco dado pelo governo, o sistema educacional continua precisando seriamente de melhorias", registrou o relatório. Com o posicionamento obtido neste ano, o Brasil reduz a diferença de competitividade em relação a outros emergentes importantes, como a China (29º) e a Índia (49º), que subiram uma posição cada.

No caso da China, o crescimento acelerado da economia traz desafios, avaliou a entidade. "Como o país se move para uma posição desenvolvida, sua competitividade não pode mais ficar baseada somente no uso de fatores de produção baratos. Ela precisa se apoiar em ganhos de eficiência", afirma o relatório. A Rússia (63º) agora ocupa o pior lugar entre os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China). O país, fortemente abalado pela crise global, perdeu 12 posições no ranking em apenas um ano. O Fórum avaliou que uma recuperação da competitividade russa passa pela necessidade de mudanças estruturais. A interferência do governo no setor privado, a falta de independência da Justiça e as falhas na ética corporativa estão entre os principais problemas.

Na América Latina, o Chile (30º) continua liderando o levantamento, apesar da queda de quatro posições em dois anos. Conforme o Fórum, graças à política anticíclica adotada durante o boom das commodities, o país sul-americano pode agora, mais do que qualquer outro na região, estimular sua economia durante a crise. Em seguida aparecem, na América Latina, Porto Rico (42º), Barbados (44º) e Costa Rica (55º). O México ocupa a 60º posição.

O ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial analisa 12 quesitos: instituições, infraestrutura, estabilidade macroeconômica, saúde e educação primária, educação de nível superior e treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, sofisticação do mercado financeiro, preparo tecnológico, tamanho do mercado, sofisticação empresarial e inovação.